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Direito do Consumidor, Dano Moral, Juizado Especial ... Advogados especializados no mundo jurídico e em outros mundos ... Pergunte e fique por dentro. Oswaldo Duarte Advogados Associados. oswaldoduarte@terra.com.br (21) 2570-4994

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2006, 02

01.11.06

UM POUCO DE CULTURA

Pinço duas respostas de Arnaldo Jabor à Veja, acerca do momento político brasileiro:

Veja - O senhor é um admirador de Freud. Do ponto de vista da psicanálise, como descreveria Lula?

Jabor – O Lula é muito mais deslumbrado com o poder do que eu imaginava. É uma pessoa que, de certa forma, queria subir na vida e conseguiu e está um pouco deslumbrado com isso. Ele tem um complexo de inferioridade em relação à cultura, à inteligência. Está sempre falando do Fernando Henrique de uma forma crítica, mas você vê que ele é fascinado pelo Fernando Henrique. O Lula estabelece sua diferença para com o Fernando Henrique inclusive quando exercita uma certa grossura proposital. E agora, mais sozinho como ele está, o perigo é que fique mais truculento, mais autoritário. Ele está encantado com a própria solidão. Acha que, sozinho, pode, enfim, fazer as coisas. A soma de solidão com falta de solidez ideológica é preocupante. Uma vez que desapareceu o programa imaginário dos que o cercavam, ficou um homem sozinho com uma tentação populista e personalista.


Veja – Um segundo mandato não pode arrefecer isso?

Jabor – Eu acho que pode é reforçar. O Lula vai ficar num delírio de grandeza extraordinário, ainda mais se eleito no primeiro turno. Eu tenho medo do voluntarismo, do machismo, do populismo, de certo chavismo cordial. Você pega um cara como Carlos Lessa (ex-presidente do BNDES) falando que tem de revitalizar o getulismo. Um neogetulismo hoje seria catastrófico no Brasil. Catástrofes acontecem. Ainda mais em um país onde a Previdência tem um déficit de 50 bilhões de reais, onde os tributos estão na faixa de 37%, onde 40.000 cargos foram ocupados e aparelhados. É muito fácil arrebentar o país. Qualquer imprudência voluntarista pode nos jogar em uma rota bolivariana, em uma rota que não nos serve, porque é estreita e nós somos um país muito mais complexo.

Veja – O cenário atual da América Latina contribui para aumentar esse risco?

Jabor ¬– Por um lado, sim. Eu acho que o simplismo hispânico do chavismo e do bolivarianismo – que tem origem no Bolívar mesmo, que era um Napoleão ridículo da América Latina, um sub-Napoleão – está presente e é uma ameaça. Mas, por outro lado, isso pode ser até bom. Acho até bom que o Hugo Chávez e o Evo Morales nos provoquem para que se estabeleçam diferenças. Quando se tem uma tribo de índios pedindo 9 milhões de dólares de pagamento para não destruir o gasoduto, isso é de um ridículo tal que nos obriga a estabelecer uma diferença. O Brasil é um país muito mais desenvolvido do que essa coisa hispânica, atrasada, a nosso redor.


Quem quiser ler a entrevista completa, está na Veja de 06/09/06.

JULGAMENTO DE POLÍTICOS

Ségolène Royal (êta nome bonito) na França, está na campanha eleitoral, em confronto com Nicolas Sarkozy, ministro do interior. Branca de cor, é senegalesa e tem 53 anos. Sua plataforma é revolucionária. Dentre outras propostas tem uma interessante e que se adotada irá varrer para debaixo das próprias camas os políticos em geral (no caso do Brasil, em particular é capaz de não sobrar um de pé). Quer ela um tribunal, formado por duas pessoas (um homem e uma mulher) escolhidos dentre os franceses, para julgar os parlamentares, por corrupção, malversação de dinheiro público, prevaricação, tráfico de influência. Os tais julgadores também avaliariam o desempenho do deputado ou senador e com poderes absolutos poderão representar contra os Clodovis da vida, expurgando-os da cena política.

Também propõe a deputada Ségolène que os parlamentares tenham apenas dois mandatos consecutivos.

Sendo socialista e contando com simpatia expressa dos cerca de 30% do eleitorado representado por africanos e asiáticos e mais uns 15% dos socialistas, tem grande chance de se eleger.

Se suas propostas fossem adotadas no Brasil, seria um corre-corre...