Fique por dentro - Oswaldo Duarte

Direito do Consumidor, Dano Moral, Juizado Especial ... Advogados especializados no mundo jurídico e em outros mundos ... Pergunte e fique por dentro. Oswaldo Duarte Advogados Associados. oswaldoduarte@terra.com.br (21) 2570-4994

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10.11.06

STJ define aos poucos tributação de clínicas

Em julgamentos realizados na segunda turma e na primeira seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta semana, a corte refinou melhor seu entendimento do que são "serviços hospitalares" para fins fiscais. Nesta terça-feira, a segunda turma entendeu que as clínicas oftamológicas que fazem cirurgias podem gozar do benefício tributário concedido aos hospitais. Ontem, por outro lado, a primeira seção entendeu que os laboratórios de diagnóstico por imagem não podem se enquadrar no benefício.

A discussão chegou à Justiça porque a Lei nº 9.430, de 1996, reduziu a base de cálculo do imposto de renda para a atividade hospitalar de 32% para 8%, e vários tipos de clínicas ou consultórios médicos começaram a demandar o mesmo benefício. O entendimento mais comum do Poder Judiciário era o de que todas as atividades médicas podiam ser enquadradas como serviços hospitalares, o que levou a uma onda de pedidos administrativos e judiciais.

O quadro mudou a partir de outubro deste ano, quando a primeira seção do STJ julgou o tema pela primeira vez e entendeu que é preciso restringir o entendimento. No caso, ficou entendido que o benefício não cabe a empresas de serviços profissionais médicos - ou seja, a consultórios médicos. Mas entendeu-se que uma clínica com características hospitalares pode ter a redução da base de cálculo do tributo.

No caso julgado ontem, o relator do processo, ministro José Delgado entendeu que a resposta para a clínica de diagnóstico estava na definição de que ela prestava "serviços profissionais médicos de diagnóstico" - ou seja, consultas. (FT)

Valor Econômico On Line 9/11/2006

08.11.06

PÉSSIMO ESTADO DE CONSERVAÇÃO

categorias: Rio de Janeiro

O Sr. Sérgio Cabral disse que vai entregar a Linha Vermelha à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Creio que S.Exa. fez campanha de avião e helicóptero, pois se tivesse andado de carro teria visto o péssimo estado de conservação das ruas, notadamente no subúrbio.

AQUECIMENTO GLOBAL

Tomas banho quente e por mais de 5 minutos? 

Escovas os dentes com a torneira aberta? 

Lavas louça com a torneira aberta? 

“Varres” a calçada com a mangueira de água? 

Queimas lixo? 

Jogas no lixo embalagens plásticas? 

Jogas no lixo o papel usado?


Ô amigo, se estás enquadrado nos desvios acima, és um colaborador efetivo para o aquecimento global. 

Sabias que em 2.040 só restará 20% da população? 

Estás ajudando o caos!!!

07.11.06

ELEIÇÕES NA OAB/RJ

categorias: Rio de Janeiro
Dia 21 próximo serão realizadas eleições para o Conselho e Diretoria da seccional no Estado do Rio de Janeiro. As duas chapas divulgaram seus programas. Ocorre que há verdadeira caixa preta impossível de ser aberta, por mais que tenha provocado o assunto. Talvez agora, com a colaboração do Jornal do Commercio, finalmente vejamos seu interior. A OAB é órgão de serviço público, mesma situação das seccionais, sempre alardeando tal fato seus dirigentes. Contudo, e aí está a caixa preta, seus funcionários são contratados pelo sistema q.i. (quem indica) quando deveriam sê-lo por concurso público, cujo, em 30 anos de advocacia, nunca ouvi falar de um só.

01.11.06

UM POUCO DE CULTURA

Pinço duas respostas de Arnaldo Jabor à Veja, acerca do momento político brasileiro:

Veja - O senhor é um admirador de Freud. Do ponto de vista da psicanálise, como descreveria Lula?

Jabor – O Lula é muito mais deslumbrado com o poder do que eu imaginava. É uma pessoa que, de certa forma, queria subir na vida e conseguiu e está um pouco deslumbrado com isso. Ele tem um complexo de inferioridade em relação à cultura, à inteligência. Está sempre falando do Fernando Henrique de uma forma crítica, mas você vê que ele é fascinado pelo Fernando Henrique. O Lula estabelece sua diferença para com o Fernando Henrique inclusive quando exercita uma certa grossura proposital. E agora, mais sozinho como ele está, o perigo é que fique mais truculento, mais autoritário. Ele está encantado com a própria solidão. Acha que, sozinho, pode, enfim, fazer as coisas. A soma de solidão com falta de solidez ideológica é preocupante. Uma vez que desapareceu o programa imaginário dos que o cercavam, ficou um homem sozinho com uma tentação populista e personalista.


Veja – Um segundo mandato não pode arrefecer isso?

Jabor – Eu acho que pode é reforçar. O Lula vai ficar num delírio de grandeza extraordinário, ainda mais se eleito no primeiro turno. Eu tenho medo do voluntarismo, do machismo, do populismo, de certo chavismo cordial. Você pega um cara como Carlos Lessa (ex-presidente do BNDES) falando que tem de revitalizar o getulismo. Um neogetulismo hoje seria catastrófico no Brasil. Catástrofes acontecem. Ainda mais em um país onde a Previdência tem um déficit de 50 bilhões de reais, onde os tributos estão na faixa de 37%, onde 40.000 cargos foram ocupados e aparelhados. É muito fácil arrebentar o país. Qualquer imprudência voluntarista pode nos jogar em uma rota bolivariana, em uma rota que não nos serve, porque é estreita e nós somos um país muito mais complexo.

Veja – O cenário atual da América Latina contribui para aumentar esse risco?

Jabor ¬– Por um lado, sim. Eu acho que o simplismo hispânico do chavismo e do bolivarianismo – que tem origem no Bolívar mesmo, que era um Napoleão ridículo da América Latina, um sub-Napoleão – está presente e é uma ameaça. Mas, por outro lado, isso pode ser até bom. Acho até bom que o Hugo Chávez e o Evo Morales nos provoquem para que se estabeleçam diferenças. Quando se tem uma tribo de índios pedindo 9 milhões de dólares de pagamento para não destruir o gasoduto, isso é de um ridículo tal que nos obriga a estabelecer uma diferença. O Brasil é um país muito mais desenvolvido do que essa coisa hispânica, atrasada, a nosso redor.


Quem quiser ler a entrevista completa, está na Veja de 06/09/06.